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terça-feira, 16 de junho de 2015

Istambul ganha hotel em prédio histórico.


Esse é o  Soho House Istanbul, que faz parte da rede de hotéis de luxo Soho House. Inaugurado em março em Istambul na Turquia, o hotel ocupa um edifício do século 19 chamado Palazzo Corpi, que recebeu esse nome em homenagem ao seu idealizador, Ignazio Corpi. O espaço já sediou a embaixada dos Estados Unidos e o consulado americano.
Nesta nova empreitada, o lugar passou por uma restauração total, resgatando as pinturas do hall de entrada e do teto do salão principal, o piso revestido de mármore Carrara e as portas de madeira de jacarandá. O projeto foi liderado por Nick Jones e pela designer de interiores Vicky Charles, que se inspiraram na cidade e na mistura do design moderno e tradicional. Muitos dos móveis que decoram o lugar são de fornecedores locais.
O conjunto traz também mobiliário de design produzido a partir do século 20. Com 87 quartos, superbem decorados, o hotel se encontra num terreno onde há mais três edifícios, formando um grande complexo. Restaurantes famosos, como The Allis e Cecconi's Istanbul, dividem o espaço com salas de banho turco, sala de ginástica, piscinas, salão de festas para eventos e spa.















Toque de cobre na cozinha.


O cobre se destaca neste ambiente, provando que tem as características necessárias para ser a estrela do décor. Sua tonalidade, capaz de variar naturalmente entre o rosa e o laranja, aparece na cozinha na versão pêssego – cor conquistada nos casos em que o metal está mais puro. Antigas panelas (do séc. XIX) feitas com o material serviram como inspiração para os profissionais do escritório inglês Artichoke na hora de traçar a obra. Eles elegeram algumas releituras atuais dos itens, dispostas nas prateleiras e estrategicamente à vista, e foram adiante, recorrendo ao cobre também para cobrir o fogão e emoldurar a coifa (combinado com o inox). Além de representar soluções contemporâneas e atuais, a iluminação de LED trabalha no espaço a fim de destacar a estrutura das prateleiras, equilibradas em suportes de limestone, e, claro, todos os metais.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Lar libanês no Brasil.

O casal tinha um desejo: um lar clássico, luxuoso, em sintonia com o espírito libanês e que acomodasse bem eles dois e seus cinco filhos. Quem assumiu o desafio de adequar o imóvel de 502 m², em São Paulo, foi a arquiteta Brunete Fraccaroli. "As conversas começaram quando o apartamento ainda estava no chão, acompanhei desde a planta. O processo fica mais longo, mas na hora de decorar tudo é mais perfeito. Fiz a marcenaria e a iluminação do zero, tudo de acordo com o cliente", revela Brunete.

“Fui até a casa deles no Líbano e percebi que estão acostumados com o luxo”, revela a arquiteta. Com essa informação na manga, Brunete configurou uma composição que classifica como "clássico light". "Quis fazer uma casa bem arejada, clarinha, com peças antigas e de alta qualidade, a exemplo dos lustres Baccarat. Praticamente todos os móveis e acessórios foram garimpados em antiquários”, completa a profissional, que encontrou grande parte do que precisava na loja Ana Luiza Wawelberg. Na sala de jantar, no entanto, a mesa é da Passado Composto e, as poltronas, da loja Vermeil.
O mix destaca o uso da madeira envelhecida em tons dourados e elementos refinados. Para balancear a paleta predominantemente clara, ela dispôs estrategicamente no layout alguns objetos na cor preta e pincelou ali ares contemporâneos com o uso de vidros e espelhos. O projeto luminotécnico da La Lampe destaca a composição. 

O fio condutor do projeto são os materiais nobres, como o sofisticado piso de mármore carrara e mármore nero marquina, a paleta em tons claros e o luxo do dourado, presente em praticamente todos os ambientes, mesmo que em pequenas doses. Os elementos pretos criam o contraste. 

Emoldurado pelo tapete Aubusson, disposto na parede, o living divide-se, configurando duas salas com mesas de estilos opostos. De um lado, aparece a mesa criada por Brunete para o projeto: feita de vidro espelhado com bisotês nas bordas, e, do outro, o modelo de madeira envelhecida dourada e entalhes delicados.


Outra estrela do projeto é o 
lavabo completamente espelhado. “Foi pensado para surpreender”, diz Brunete. Na ala íntima, a tranquilidade impera. O quarto do casal ganha aconchego com o uso de cores suaves e madeira dando harmonia à ambientação.


Refúgio Urbano - MostraBlack 2015.

A arquiteta Débora Aguiar assina um lindo ambiente para a MostraBlack 2015, que abriu dia 3 de junho na Oca do Parque do Ibirapuera, em São Paulo. O espaço integra living e jantar.

A interessante mistura de metais nobres com texturas aconchegantes e suaves ao toque - como a camurça, o couro e a seda - resultou em um ambiente refinado e, ao mesmo tempo, superconfortável. Débora Aguiar chama-o de Refúgio Urbano, e não é por menos, já que a casa foi idealizada para abrigar um casal de moradores sofisticado que gosta de viajar, colecionar arte, de estar em dia com as novidades tecnológicas e receber os amigos – tudo isso de forma natural e sem excessos.

Veja as fotos a seguir:








terça-feira, 26 de maio de 2015

Croquis de mobiliário.

Estes croquis foram feitos por mim, Vanessa Clemente Carvalho, para a disciplina de Desenho de Apresentação do curso Design de Interiores da Fumec. Foram feitos em Maio/2015.

Técnica: Canetas Magic Color + Lápis Aquarelável + Lápis Dermatográfico. 






sábado, 7 de março de 2015

O legado de Sérgio Rodrigues.


Em setembro de 2014, um dos maiores nomes do design brasileiro, o arquiteto e designer carioca Sérgio Rodrigues nos deixou na saudade. Após complicações causadas por um câncer na próstata, ele morreu em sua casa, no dia 1º de setembro. 


A notícia entristeceu familiares, amigos e milhares de admiradores. Considerado como um dos mais importantes criadores do móvel moderno no Brasil, Sérgio foi responsável por elevar o design de mobiliário brasileiro aos mais altos padrões de criatividade, sem perder a riqueza da brasilidade. Criador de uma grande variedade de peças, seu trabalho é reconhecido internacionalmente, ao lado de Joaquim Tenreiro e José Zanine Caldas.
Os arrojados móveis que Sérgio Rodrigues desenhou em uma longa carreira de mais de 60 anos deram a ele o título de artista da madeira. A poltrona Mole, feita de jacarandá e couro, venceu em 1961 o Concurso Internacional do Móvel de Cantù, na Itália, primeiro grande destaque do designer que lhe rendeu o reconhecimento internacional.
Para quem não está familiarizado com o trabalho do designer carioca, ele usava madeiras nativas em suas criações. Cada peça não tinha apenas tinha um traço único como era um resgate histórico do espírito da mobília tradicional. Outro elemento forte em seu trabalho é a presença dos aspectos do Brasil indígena. A combinação desses elementos era o segredo por traz de obras tão fascinantes. Muitas de suas peças foram escolhidas para integrar o mobiliário do Palácio do Planalto, do Itamaraty e da Universidade de Brasília, entre outros.
Outras famosas criações são a poltrona Tonico (1963), feita para a empresa Meia-Pataca, com cintas ajustáveis e almofada para apoio do pescoço. Também a poltrona Leve Kilin PL-104 (1973), premiada pelo Instituo de Arquitetura do Brasil em 1975. Uma de suas ultimas criações foi a poltrona Kiling, trabalho dedicado à esposa.
Poltrona Mole

Poltrona Tonico

Poltrona Kiling


Confira mais projetos em: http://www.sergiorodrigues.com.br/